BILLY WILDER: Any first cut of the picture makes you feel suicidal. It’s just the worst moment of your life. Every picture, you say, “Oh my God.” Because you’ve worked, you’ve slaved, this is a year and a half of your life, and then you look and there it is, an hour and fifty-five minutes, and you say, “Is that all there is? For that, a year and a half? My God.” But then you start cutting, and a little music comes in and then you kind of polish it, and it’s just like night and day. And it’s all worth it. When you preview a picture that really works, you feel that you’ve got the audience by the throat. It’s not very often. That’s why I say when you’ve got them by the throat, don’t let go. Just squeeze harder and get them in the gut and stamp on them because they are such bastards. They fight you; they come in and say, “I don’t want to like it. I hope that son of a bitch falls on his face.” And you don’t want to let them go because you suddenly sense “I’ve got them,” whether it’s a dramatic scene or the laughter has started. Once you get them into a mood of “Hey, this is funny,” then you can say anything.
¡el clandestino!
Cinema est 2001
15 de janeiro de 2013
I hope that son of a bitch falls on his face
What did Some Like It Hot look like the first time you saw it edited together?
11 de dezembro de 2012
Das entranhas do Império

Reza a lenda: um curta metragem de "espada e magia", dirigido por um integrante da equipe de 'Guerra nas Estrelas'. Diz ainda a lenda que os negativos, bem como informações outras do filme, tem paradeiro desconhecido. Tinham. O filme de fato existe e deve voltar em breve aos cinemas.
'Black Angel foi dirigindo por Roger Christian, diretor de arte em 'Guerra nas Estrelas', e teve financiamento garantido pelo próprio George Lucas.
A história é a de um cavaleiro que, ao retornar das Cruzadas, é transportado a um reino estranho e místico onde deve salvar uma princesa de um cavaleiro negro. Filmes como 'Excalibur' e 'A Lenda' tomaram emprestados inúmeros truques narrativos e visuais de 'Black Angel' - até mesmo Lucas utilizou o 'step-printing' inventado por Christian e equipe para os duelos de sabres de luz em sua notória saga.
"Quando George [Lucas] leu o roteiro, percebeu que seria adequado lançá-lo junto com a série [Guerra nas Estrelas].", disse o diretor à revista Wired deste mês (Dez/12).
'Black Angel' foi exibido durante 1980 em alguns cinema da Europa e da Austrália no mesmo programa de O Império Contra-Ataca e jamais foi lançado em VHS ou DVD (logo, nem pense em procurá-lo pela "nuvem"). O paradeiro do filme propriamente dito era um mistério até para seu próprio diretor: nem ele sabia dizer onde estavam os negativos originais (se é que existiam). Até que o telefonema de um funcionário dos arquivos da Universal Pictures dizendo que havia encontrado uma lata de negativos com uma etiqueta que levava o nome do filme resolveu o mistério. "Você acabou de garantir meu Natal pelos próximos vinte anos', disse o diretor, segundo a Wired.
Roger Christian ainda pensa como compartilhará seu lendário filme com os fãs. Talvez uma versão para download. Talvez num programa duplo com O Império Contra-Ataca. Salivai, ó fanboys.
8 de dezembro de 2012
Dez Minutos de Silêncio por John Lennon (1980)
Raymond Depardon foi ao Central Park e, aproveitando o ambiente criado pela morte de John Lennon (a data da filmagem é imprecisa), recortou dez minutos de silêncio da multidão que ali estava. Nos parece que a proposta era melhor que o resultado final.
7 de dezembro de 2012
Pensando o impensável sobre John Lennon
Você sempre imagina como reagirá à
essas coisas, mas não posso dizer que fiquei inteiramente surpreso
quando a NBC interrompeu o 'Tonight Show' para dizer que John
Lennon havia morrido. Sempre pensei que ele fosse o primeiro dos
Beatles a morrer, porque foi ele o que sempre viveu num limiar
existencial, fosse por se jogar em aventuras esquerdistas ou por
simplesmente calar a boca durante cinco anos quando realmente
decidira que não tinha nada para dizer; mas eu sempre achei que
seria por sua próprias mãos. Que ele tenha sido a mais recente
celebridade morta a tiros por um provável psicopata apenas realça a
banalidade que cerca sua morte.
Olha: não que eu seja insensível ou
um velhaco. Em 1965, John Lennon era uma das pessoas mais importantes
do mundo. O problema é que hoje me sinto profundamente alienado ao
rock 'n' roll e ao que ele significou ou poderia ter significado.
Alienado de meus pares e seus sonhos ou aspirações.
Eu não sei o que é mais patético,
as pessoas de minha geração que se recusam a deixar a adolescência
dos 1960 morrer naturalmente, ou o mais jovens que chafurdam e se
lambuzam com qualquer sobra, qualquer raspa de alguma sonho declarado
por alguém dez anos atrás. Talvez os mais jovens sejam os mais
tristes, porque meus pares ao menos têm alguma memória nostálgica
daquela brasa adormecida que eles se ajoelham para assoprar,
enquanto os meninos têm de se virar com coisas como a
Beatlemania e uma linha exclusiva de produtos.
Não posso velar John Lennon. Eu não
conhecia o cara. Mas eu sei que quando tudo acabar, isso era tudo que
ele era - um cara. A recusa de seus fãs em não deixá-lo ser
somente isso foi quase tão letal quando seu próprio "assassino"
(e por favor, vamos parar com isso de este ser um assassinato "político"
e não o chamem de "mártir do rock 'n' roll"). Vocês
assistiram os especiais de tevê terça à noite? Vocês viram todas
aquelas pessoas em frente ao [edifício] Dakota cantando 'Hey Jude'?
O que vocês acham que o John Lennon real - o cínico, sarcástico e
iconoclasta - diria sobre isso?
John Lennon desprezava sentimentos
baratos e teve de aprender que uma vez deixada sua marca na história
aqueles que não deixaram-na ficarão tão gratos que a transformarão
numa prisão para você. Aqueles que escolhem por falsear suas
memórias - para definhar por uma Terra do Nunca sessentista que eles
nunca tiveram daquela maneira - insultam o Éden retroativo
a que eles adoram num altar.
Nesse momento de piedade enjoativa
para com ícones definitivos, espero que vocês aceitem minhas
pontificações tempo suficiente para que eu possa dizer que os
Beatles certamente eram bem mais do que um grupo de quatro músicos
talentosos. Os Beatles foram sobretudo um momento. Mas a sua geração
não foi a única geração da História, e continuar girando aquela
lanterna dos sonhos dessa ou daquela maneira na esperança de que a
chama se reanime nos anos 80 é uma busca tão fútil quanto tentar
transformar as letras de Lennon em poesia. É por este momento - não
por John Lennon o homem - que você está de luto, se você estiver
de luto. Em última análise você está de luto por si mesmo.
Lembram-se daquele outro cara, o velho
amigo deles [os Beatles], que uma vez disse, "Don't follow
leaders ['Não siga líderes']"? Bem, ele estava certo. Mas as
mesmas pessoas que colocaram essas palavras em cartazes estão
violando este mesmo slogan que carregaram. E continuam fazendo-o ainda hoje.
Os Beatles foram líderes mas lideraram com um sorriso. Eles talvez
tenham sido mais populares que Jesus, mas não creio que quisessem
ser a religião do mundo. Isso seria desvalorizar e fazer pouco
daquilo que era especial e maravilhoso neles. John Lennon não queria
que isso acontecesse, ou então ele não teria se retirado durante a
segunda metade dos anos 70. O que aconteceu segunda à noite foi tão
somente a mais vil extensão de todas essas forças que o levaram a
fazê-lo em primeiro lugar.
Em algumas entrevistas antes de sua morte, ele disse, "O que percebi
durante esses cinco anos foi que quando eu disse que o sonho acabou,
eu me separei fisicamente dos Beatles, mas mentalmente ainda há esse
fardo do que as pessoas esperam de mim". E: "Nós fomos os
caras da moda nos anos 60. Mas o mundo não é como os anos 60. O
mundo mudou". E: "Produza seu próprio sonho. É possível
fazer qualquer coisa… o desconhecido é o que é. E ter medo disso
é o que bota todo mundo para correr atrás de sonhos, ilusões."
Adeus, baby, e amém.
- Los Angeles Times, 11 de
Dezembro de 1980.
(Traduzido por Filipe Quintans)
(Traduzido por Filipe Quintans)
6 de dezembro de 2012
Dave & Oscar
A coincidência é óbvia, o pianista Dave Brubeck e o arquiteto Oscar Niemeyer morreram no mesmo dia. As pedras do Arpoador sabem disso. Mas é inevitável procurar coincidências outras e, inevitavelmente, encontrá-las. Não aplacam a dor, mas despistam.
Brubeck tinha 92 anos de idade, Niemeyer, 104. Ambos ficariam mais velhos nos próximos dias: um na quinta (Brubeck), o outro, uma semana depois (dia 15).
Ambos eram artesãos delicados. Dave Brubeck fazia jazz matemático, arquitetural, popularíssimo. Oscar Niemeyer retorcia concreto em ângulos impossíveis para expressar ideias sobre o homem. Ambos careciam mais que simples olhos e ouvidos para serem apreciados, que dirá compreendidos.
Pro diabo com as coincidências.
Brubeck tinha 92 anos de idade, Niemeyer, 104. Ambos ficariam mais velhos nos próximos dias: um na quinta (Brubeck), o outro, uma semana depois (dia 15).
Ambos eram artesãos delicados. Dave Brubeck fazia jazz matemático, arquitetural, popularíssimo. Oscar Niemeyer retorcia concreto em ângulos impossíveis para expressar ideias sobre o homem. Ambos careciam mais que simples olhos e ouvidos para serem apreciados, que dirá compreendidos.
Pro diabo com as coincidências.
5 de novembro de 2012
3 de novembro de 2012
Ciao, Federico
Among your friends, you have a reputation as a teller of tall tales. One of them, in fact, has gone so far as to call you “a colossal, compulsive, consummate liar.” What’s your reaction?
FELLINI: At least he gives me credit for being consummate. Anyone who lives, as I do, in a world of imagination must make an enormous and unnatural effort to be factual in the ordinary sense. I confess I would be a horrible witness in court because of this—and a terrible journalist. I feel compelled to tell a story the way I see it, and this is seldom the way it actually happened, in all its documentary detail.
You’ve been accused of embroidering the truth outrageously even in recounting the story of your own life. One friend says you’ve told him four completely different versions of your breakup with your first sweetheart. Why?
FELLINI: Why not? She’s worth even more versions. Che bella ragazza! People are worth much more than truth, even when they don’t look as great as she did. If you want to call me a liar in this sense, then I reply that it’s indispensable to let a storyteller color a story, expand it, deepen it, depending on the way he feels it has to be told. In my films, I do the same with life.
28 de setembro de 2012
Festival do Rio 2012 #1
CESAR DEVE MORRER
(Cesare Deve Morire)
Itália, 2011. 76min.
Os irmãos Paolo e Vittorio Taviani fundem realidade e Shakespeare: usam os presos da cadeia de segurança máxima de Rebbibia, no subúrbio de Roma, como atores numa montagem de 'Julio Cesar'. Urso de Ouro em Berlim '12.
INDOMÁVEL SONHADORA
(Beasts of the Southern Wild)
de Benh Zeitlin. Com Quvenzhané Wallis, Dwight Henry, Lowell Landes, Levy Easterly . Estados Unidos, 2011. 92min.
A protagonista é uma adorável menininha de seis chamada Hushpuppy que vive com o pai às margens de um rio o estado da Lousiana. Hushpuppy decide encontrar a mãe, há muito desaparecida. A expedição ganha contornos fantásticos quando uma tempestade faz as águas do rio subirem, revelando a existência de criaturas pré-históricas. O longa é uma resposta criativa (e menos psicologizada, por assim dizer) de "onde vivem os monstros", de Spike Jonze. 'Indomável Sonhadora' recebeu os prêmios do júri e de melhor fotografia em Sundance '11.
SELVAGENS
(Savages)
de Oliver Stone. Com Taylor Kitsch, Blake Lively, Aaron Taylor-Johnson, John Travolta, Benicio Del Toro, Salma Hayek, Emile Hirsch, Demian Bichir. Estados Unidos, 2012. 131min.
Stone cerca um triângulo amoroso do cartel de drogas mexicano (liderado por Salma Hayek), de um agente federal corrupto (John Travolta) e de um assassino-torturado (Benicio Del Toro) para tratar de tema atualíssimo, o plantio e comércio legais de maconha. Baseado na novela ligeira de Don Winslow.
3 de setembro de 2012
The Citizen Kane of British Pop Movies
O crítico da BBC Mark Kermode fala de 'Slade in Flame', longa-metragem estrelado pela banda de glam rock Slade.
6 de agosto de 2012
Um cartaz para Lincoln
Seria este o primeiro pôster de 'Lincoln', filme que Steven Spielberg está dirigindo, com Daniel Day-Lewis no papel título?
Como na internet especulação pouca é bobagem, fiquemos com a fantasia.
Em tempo: a julgar pelo rosto da figura no cartaz, a desconfiança é grande e tem razão de ser.
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